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Cap. 1 – Madrugada Qualquer.

Ow, vou me apresentar pra te deixar mais familiarizado com os fatos que ocorreram no decorrer de alguns dias – ou meses (?) - da minha vida. E já aviso que vou contar tudo com um linguajar bem simples para que você consiga entender tudo sem ter que pegar aquele velho dicionário mofado para não perder a noção em certas partes dessa curiosa fábula envolvendo pessoas de carne e osso (E também por que eu não sei falar tudo bonitinho).

Meu nome é Fábio, aqui no começo eu tinha 19 anos, sou moreno claro, meu cabelo é raspado, olhos castanhos, tenho 1,80 metro de altura, peso 80 quilos e tudo começou em uma casa na qual eu estava, quer dizer...depois que eu fui embora da casa na qual eu estava. A casa era do meu amigo Dú (Loiro, alto, olhos claros, cabelo tipo de anjo), e lá estava ele junto com a sua namorada oriental (oriental que eu digo, é meio com cara de árabe, saca?) sentados em um sofá, e minha namorada Camila ( Loirinha com cabelo tipo da Jennifer Anniston, olhos verdes, um pouquinho mais baixa que eu, gostosinha) e eu estávamos sentados em outro, fazendo coisas que mais ou menos 88,21% dos jovens “normais” estariam fazendo numa madrugada de sexta-feira.

Estávamos na sala da casa, namorando, comendo pipoca, tomando umas brejas, umas caipiroskas, fumando um beck e dando muita risada. Lógico que os 88,21% dos jovens provavelmente estariam ou tomando goró ou fumando maconha, mas nós fazíamos parte dos 36,13% mais pirados desses 88,21%. A pipoca estava completamente descartada do que os jovens poderiam estar fazendo. Namorando, eu acredito que havia bastante gente também, mas provavelmente apenas 0,02 ou 0,03% estaria fazendo isso ao maçante som do Skank.

-...Tanto, tanto... – Cacá estava cantarolando essa porcaria do pop nacional enquanto o casal vinte estava se beijando. Eu já estava com os olhos quase fechados de tanto sono (E com o géri queimando meu dedo).
-Acorda, Fábio! – Cacá gritava com aquela voz crítica e irritante. – Você é sempre assim mesmo, né? Sempre quando os dois estão namorando você está de bode enquanto poderíamos estar namorando também.



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-Mas...
-E passa o baseado que não é só seu! (O que eu poderia ter feito? Eu estava morrendo de sono). Você não sabe como Cacá falando daquela maneira conseguia me irritar...e muito. Ela não queria que eu dormisse, mas uma série de fatores
fazia com que isso se tornasse mais fácil:

1º- O Dú e a Rayna estavam dando uns malhos bem dentro dos conformes (Mão
nos peitos, na bunda, quase lá), e se eu tentasse colocar a mão cinco centímetros estratégicos acima do joelho de Cacá ela já tiraria minha mão e me mandariaparar. Pô meu, ela tinha dezoito anos e não doze...ela parecia uma daquelas menininhas assustadas em começo de carreira.
2º- Nós tínhamos tomados catorze brejas (De garrafa) em quatro...bem, em três, pois as duas minas valiam por meia cada uma, pois bebiam pouco. Nós também tínhamos fumado três baseados (Isso sem contar as caipiroskas)...é natural um bodinho pós-balada.
3º- Era quase quatro da matina, e eu tinha acordado exatamente as cinco e quarenta e três da manhã anterior para ir naquele maldito cursinho.
4º e último – Aquela música do Skank estava muito chata e lenta, impossível não ficar com sono!

-Eu não tô dormindo, só estou descansando um pouco. – Respondi à altura, mas antes mesmo dela retrucar, eu já tinha a completa certeza que ela não iria deixar por menos, saca só:
-Descansando? Nós não viemos aqui para descansar, nós viemos aqui para namorar. É início de ano e pelo jeito nosso namoro não começou tão bem.
(Sem sexo...)
-Não é bem assim, Cacá...
-É bem por aí sim, Fábio! Você não me dá carinho suficiente!-Aquele tom possessivo na voz dela me deixava muito puto.
-Tá vendo, você é egoísta! Nem me deixa falar!
-EGOÍSTA? (Pra que gritar?) – Naquele momento Rayna e Dú já tinham parado de se beijar, pois tínhamos nos tornado o centro das atenções.
-Egoísta é você! Você está quase dormindo e me deixa aqui plantada com cara de boba. – Que menina chata que ela era, ela mais parecia uma novela mexicana em carne e osso (Mas mesmo assim ainda sinto falta dela). Resolvi ir embora.
-Eu...vou embora! – Me segurei, mas não agüentei, então...falei... - Tchau pessoal, até amanhã!
-Mas ainda é cedo, Fábio! Dá mais um “time” aí. – Quem falou isso foi Dú. Pra ele era fácil falar, pois o playboy acordava todos os dias lá pela uma e meia da tarde e passava o resto do dia coçando o saco e assistindo televisão.
-Nem...vou embora, eu to pregado. Tchau, galera!
-Tchau. – Me disse Rayna.
-Beleza, brother! – Respondeu Dú...Cacá não me disse nada.
. Fui todo na boa intenção, dei a mão para Dú, dei um beijo no rosto de Rayna,
fui então dar um selinho de boa noite na Cacá, mas ela virou o rosto...beleza...QUE RAIVA QUE EU FIQUEI!
. Saí do apartamento de Dú e continuei a caminhar pelo centro da cidade para ir embora para casa, mas antes dei um rolê na esperança de matar a fome em algum barzinho trash terceiro-mundista...provavelmente nada tão mainstream como o serial killer nº1 do 3º mundo, mas algo do naipe de...sei lá...algum barzinho rasgueira.
. Fui caminhando pelas escuras ruas da cidade onde vi pelo caminho zero pessoas. Eu voltei a me lembrar do fato ocorrido no apartamento e aquilo me deixou com uma certa raiva de Cacá...depois de quatro meses de namoro e nada de sexo. (Se bem que eu desconfiava que nem 30% do caminho tinha sido andado para chegar lá. Ela era uma daquelas menininhas conservadas e tal) bem...foda-se.
. Eu pensei assim: “Se ela quiser, ela que venha atrás, eu não fiz nada de errado e não vou tomar atitude de chifrudo indo atrás dela, isso não mesmo...está decidido. Se ela quiser algo a mais, ela que venha atrás e pronto. Não posso nem mais ficar com sono, pô? Se fosse ela que estivesse com sono e eu abrisse a boca pra falar um piu sequer, aposto que iria despertar todo o descontrole emocional dela e muito provavelmente ela iria chorar ou ficar magoadinha...toda essa merda de menininhas mimadas” . Bem, vamos mudar de assunto que essa parte da história é provavelmente a menos importante de todas...e vamos apressar o passo, pois tenho muito o que contar...estava começando a chuviscar...

 

 
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